Acordei pensando que hoje seria um dia totalmente pacato, como de costume. Eu atualizaria meus seriados, diria algumas besteiras no Twitter, como de costume. Talvez saíria à noite, beberia alguns drinks, talvez estaria com alguém sem importância que eu não lembraria o nome amanhã e voltaria pra casa, vazia e só. Mas... Coisas planejadas quase sempre dão errado, pro total desespero de quem planeja tudo (eu).
Acontece que, assistindo um episódio final de um dos meus seriados preferidos, algo me fez pensar em você, em mim, na gente e em tudo que aconteceu. E que às vezes as coisas apenas não são pra acontecer. Mas, que mesmo assim, é preciso ser honesto com os sentimentos e com as outras pessoas. E eu resolvi tentar isso por aqui, como sempre fiz, escrevendo pra você pela milésima vez. Velhos hábitos nunca morrem.
Nós temos conversado como dois estranhos em um elevador, o que torna tudo muito mais difícil depois do que passou. Não desejo que nos tornemos estranhos, pelo contrário...
Bom, eu quero ser direta no que pensei em dizer ao começar escrever. Quero ser sincera com você, sobre como eu me sinto diante de tudo. A verdade é que, muita água já passou debaixo da ponte. Muita coisa aconteceu de boa e de ruim também, muito da última anulando aquela outra. Infelizmente. Eu sei, eu admito, que boa parte da culpa é minha pelas coisas terem tomado o rumo que tomaram mas, será que se eu não tivesse errado tanto assim, elas teriam sido diferentes? Estaríamos ainda hoje, felizes, ou andando de mãos dadas, ou seríamos um casal amargo sentado em um restaurante observando os casais novos e felizes?
Tudo que aconteceu nos gerou intensidade e cumplicidade. Mesmo que em lados opostos ou brigando, nós tínhamos uma conexão, uma ligação incrível, extraordinária, transcedental. E essa ligação aumentou tanto até que ultrapassou os limites e simplesmente se foi. Nos deixou, quem sabe, pra atingir outras pessoas, e proporcionar tudo como em um ciclo.
A ligação se foi, a cumplicidade acabou, não conseguimos mas ver o que há em comum um no outro ou nem mesmo manter uma conversa como quem conhece realmente até as partes mais ocultas da alma do outro. A vida nos afastou. Mas, isso não quer dizer que a passagem também foi pro sentimento. Por discrepância do acaso ou do destino, eu ainda não me decidi em qual dos dois acredito hoje.
Nós eramos o casal em que todos apostavam que chegaria até o fim, ficaríamos juntos pra sempre e toda essa bobeira hollywoodiana. Acontece é que nos fomos até o fim. Estivemos juntos e ligados até que não restasse mais uma gota de relação pra tentar continuar. Nós tentamos, lutamos, sofremos, sorrimos, choramos, brigamos, choramos um pouco mais. Simplesmente não deu. Chegou ao fim. A estrada entrou em outra e não houveram mais cruzamentos. Enfim, eu aceitei isso. Depois de muito bater a cabeça na parede.
Mesmo depois de todo esse tempo, eu afirmo com todas as letras que amo você. Ainda estou no comecinho de uma vida, tenho muita coisa pra sofrer e perder por aí, mas com toda minha pouca experiência diante de tudo, eu afirmo outra vez que te amo. E que você sim foi a única pessoa que fez com que eu sentisse esse tal sentimento (tão banalizado, até por nós) estivesse presente em cada célula do meu corpo. Presente de tal maneira que eu sentia medo. Sentia medo de toda a dimensão de tal sentir. Sentia medo de que esse amor por você acabasse por nos consumir de maneira até mesmo sombria, então... Eu fugi. De você e do que eu sentia eu tentei fugir, tentei me enganar e esconder a verdade em outras bocas ou outros corpos, enquanto não aceitava tudo. Acontece que ele, esse amor, era um abismo, e sempre me engolia. Até que quando eu me deixei levar, já era tarde. Mas, eu não me arrependo. Sei que tudo que aconteceu foi calculadamente planejado por alguém dos cosmos rindo da minha cara.
Sem mais delongas, já falei e confundi bem mais do que eu queria realmente dizer, algo simples mas nem tão simples assim. Eu, ainda amo você. Eu, estúpida, idiota, infantil, louca, obsessiva, escrota, ainda amo você. E não, não estou pedindo pra que você volte ou pra que tentemos outra vez. Eu agora admito pra mim e pra todos que aceito esse destino ou esse acaso. Infelizmente as pessoas nem sempre são feitas pra estarem juntas, e "nossa história foi escrita torta de propósito pra gente se cruzar" mas decruzou, e de maneira definitiva.
Eu agora engulo meu amor e guardo num lugar bem bonito, em que o rancor e os arrependimentos ficam todos da porta pra fora. Você foi por anos tudo pra mim, mas agora deve se tornar apenas parte da minha história. Você me ensinou como 1+1 dá resultado 1, e eu nunca, em momento algum, vou deixar de lembrar de você ou sentir meu coração ser consumido por esse amor que ainda hoje me dá muito medo. As coisas já passaram, tomaram seu rumo, e eu bebo todo dia uma dose de aceitação, com uma pitada de sorriso e de uma saudade que durante muito tempo ainda vai me fazer chorar durante as noites quando as lembranças atormentarem, como estão fazendo agora. O bom de tudo isso é que já não dói mais como doía antes, e fico feliz por saber que você aceitou tudo isso bem antes de mim e que seu martírio foi mais curto. Fico feliz de tantas formas por você, puramente feliz, orgulhosa talvez. Mas isso é outra história.
Eu tentei dizer todo esse turbilhão de coisas que estão aqui em avalanche na minha cabeça sem ser de maneira confusa ou disconexa, mas sei que falhei. Como tentar descrever de maneira clara e simples pensamentos confusos de uma pessoa confusa? Impossível. E toda essa confusão é pra realçar uma coisa:
Eu fui louca e triste e feliz com você e por você. E eu te amo mais do que todas essas palavras podem demonstrar. E em todas as coisas que eu fizer daqui pra frente, sei que existirá um pedacinho de você pra me fazer lembrar de tudo e quem sabe, sorrir. O destino ou o acaso que nós enlaçou agora puxou a fita, e mesmo que você já tenha ido sem minha permissão, agora eu deixo que vá, ser feliz longe daqui e longe de mim.
Assim, fecho a porta e tranco. Sabendo que existe aí o buraco da fechadura.
sábado, 19 de maio de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Uma lanterna e um abraço, por favor.
Era pra ser só uma coisa qualquer, um lance qualquer, outra pessoa qualquer, uma despedida qualquer. Mas não foi isso que aconteceu.
Eu sempre tive dificuldade em me adaptar a mudanças, por menores que fossem. Uma espécie de negação, talvez... Uma maneira de tentar ficar na mesma zona de conforto sempre, sem drásticas mudanças, sem alteração na rotina. E por esse motivo, sempre preferi deixar decisões que me levariam a mudanças de lado. Evitava - evito- ao máximo.
Mas, sempre existe aquele momento em que não existem mais outros meios, outros caminhos. Nenhum buraquinho sequer pra se enfiar e tentar sair do outro lado. Quando não se pode mais empurrar com a barriga ou fechar os olhos, a boca e os ouvidos pra o que está ali sendo colocado bem na sua frente, com toda brutalidade. E assim foi.
Eu tive que tomar minha decisão. Aliás, eu tive que aceitar o que já havia sido decidido pelos fatos mas que eu tomava doses diárias de negação. Aceitei, por fim. Aceitei que as coisas infelizmente não vão acabar se tornando como a gente quer, ou voltando a ser, quando estão sendo seguradas por apenas alguns fios. E que não adianta ir remendando uma coisa que já ia se rasgando em várias partes ao mesmo tempo. Foram feitas ruinas de nós, e isso ia me corroendo aos poucos.
Senti alguma sensação de fracasso, como se tivesse saído da arena sem enfrentar o oponente. Ainda sinto. Só que à partir disso eu penso: Que oponente? Não havia luta, não havia disputa, não havia competição. Não existem inimigos e eu não sei o que aconteceu pra que as coisas chegassem a tal ponto. Em que lugar do caminho a gente se perdeu? Em que pedra nós tropeçamos? Qual esquina que viramos cada um pra um lado? Sinceramente... Não sei. Só sei que foi assim. E esse assim é doído.
Desde que tudo começou, virei outra pessoa. E garanto não imaginar que seria tudo assim, que eu mudaria tanto como aconteceu. Eu acho que acabei crescendo. Quando abri as portas do meu mundo pra você, deixei todo o resto entrar, o mundo real. Pra mim isso foi de extrema importância.
Nesse momento eu me pego em uma tristeza profundíssima, por muitos motivos. E a cada momento tento entender mais alguns, ou os mais antigos. Claro que a minha tristeza é pela perda, pela separação, por você, e tudo mais. Isso é óbvio e nada posso argumentar. Mas, acho que o que me deixa ainda pior, é por ter que me desapegar. Por parar de sonhar, de fazer os planos, de pensar, suspirar. Por não poder mais ligar dizendo ser sem motivos quando o motivo maior era só querer ouvir a sua voz. Por doer todas as vezes em que eu me pegar avoada do mundo e não poder apenas sorrir, ao estar pensando em você. É triste ter que enfrentar toda essa mudança de uma rotina que eu gostava tanto e que me fazia bem. Não era uma felicidade extrema, mas era essencial. Tudo que eu precisava pra poder enfrentar todas as durezas e os problemas, tanto os meus, como os seus, e os que acabaram virando nossos.
Pior em tudo isso é ter que enfrentar que eu preciso parar com tudo isso que eu gostava tanto. E não ter um sólido motivo que me empurra a enfrentar tudo isso. Aceitar que as coisas ficaram assim e tiveram que ser assim porque simplesmente tiveram que ser assim é ruim demais. É vazio demais. É escuro demais.
E você sabe que eu tenho medo de escuro.
E, além do meu medo de escuro, eu tenho um péssimo senso de direção e de equilíbrio. Estou aqui, no escuro, e perdida, sem saber muito bem pra onde é que eu devo ir agora. E eu não tenho a menor noção de pra onde eu devo ir agora.
Só queria saber porque foi que a gente se soltou em alguma parte do caminho. Será que se voltarmos nesse ponto da estrada as coisas voltam ao lugar? Mas, em qual ponto foi mesmo?
Tudo está muito confuso. Principalmente na minha cabeça.
Talvez eu só precise de uma xícara de café e de um colo pra chorar.
Eu sempre tive dificuldade em me adaptar a mudanças, por menores que fossem. Uma espécie de negação, talvez... Uma maneira de tentar ficar na mesma zona de conforto sempre, sem drásticas mudanças, sem alteração na rotina. E por esse motivo, sempre preferi deixar decisões que me levariam a mudanças de lado. Evitava - evito- ao máximo.
Mas, sempre existe aquele momento em que não existem mais outros meios, outros caminhos. Nenhum buraquinho sequer pra se enfiar e tentar sair do outro lado. Quando não se pode mais empurrar com a barriga ou fechar os olhos, a boca e os ouvidos pra o que está ali sendo colocado bem na sua frente, com toda brutalidade. E assim foi.
Eu tive que tomar minha decisão. Aliás, eu tive que aceitar o que já havia sido decidido pelos fatos mas que eu tomava doses diárias de negação. Aceitei, por fim. Aceitei que as coisas infelizmente não vão acabar se tornando como a gente quer, ou voltando a ser, quando estão sendo seguradas por apenas alguns fios. E que não adianta ir remendando uma coisa que já ia se rasgando em várias partes ao mesmo tempo. Foram feitas ruinas de nós, e isso ia me corroendo aos poucos.
Senti alguma sensação de fracasso, como se tivesse saído da arena sem enfrentar o oponente. Ainda sinto. Só que à partir disso eu penso: Que oponente? Não havia luta, não havia disputa, não havia competição. Não existem inimigos e eu não sei o que aconteceu pra que as coisas chegassem a tal ponto. Em que lugar do caminho a gente se perdeu? Em que pedra nós tropeçamos? Qual esquina que viramos cada um pra um lado? Sinceramente... Não sei. Só sei que foi assim. E esse assim é doído.
Desde que tudo começou, virei outra pessoa. E garanto não imaginar que seria tudo assim, que eu mudaria tanto como aconteceu. Eu acho que acabei crescendo. Quando abri as portas do meu mundo pra você, deixei todo o resto entrar, o mundo real. Pra mim isso foi de extrema importância.
Nesse momento eu me pego em uma tristeza profundíssima, por muitos motivos. E a cada momento tento entender mais alguns, ou os mais antigos. Claro que a minha tristeza é pela perda, pela separação, por você, e tudo mais. Isso é óbvio e nada posso argumentar. Mas, acho que o que me deixa ainda pior, é por ter que me desapegar. Por parar de sonhar, de fazer os planos, de pensar, suspirar. Por não poder mais ligar dizendo ser sem motivos quando o motivo maior era só querer ouvir a sua voz. Por doer todas as vezes em que eu me pegar avoada do mundo e não poder apenas sorrir, ao estar pensando em você. É triste ter que enfrentar toda essa mudança de uma rotina que eu gostava tanto e que me fazia bem. Não era uma felicidade extrema, mas era essencial. Tudo que eu precisava pra poder enfrentar todas as durezas e os problemas, tanto os meus, como os seus, e os que acabaram virando nossos.
Pior em tudo isso é ter que enfrentar que eu preciso parar com tudo isso que eu gostava tanto. E não ter um sólido motivo que me empurra a enfrentar tudo isso. Aceitar que as coisas ficaram assim e tiveram que ser assim porque simplesmente tiveram que ser assim é ruim demais. É vazio demais. É escuro demais.
E você sabe que eu tenho medo de escuro.
E, além do meu medo de escuro, eu tenho um péssimo senso de direção e de equilíbrio. Estou aqui, no escuro, e perdida, sem saber muito bem pra onde é que eu devo ir agora. E eu não tenho a menor noção de pra onde eu devo ir agora.
Só queria saber porque foi que a gente se soltou em alguma parte do caminho. Será que se voltarmos nesse ponto da estrada as coisas voltam ao lugar? Mas, em qual ponto foi mesmo?
Tudo está muito confuso. Principalmente na minha cabeça.
Talvez eu só precise de uma xícara de café e de um colo pra chorar.
domingo, 25 de março de 2012
Carta em resposta
Olá, estranha.
Penso em como tudo ficou tão... Perdido. E você concorda comigo. Tudo sempre volta pra esse ponto, quando confidenciamos o que acontece, deixa de acontecer, como tudo ainda machuca tanto. E batemos na mesma tecla.
Eu fico feliz em saber que tudo anda bem por aí, fluindo, e tudo mais. Ao contrário do que você pensa, o barco aqui tá afundando e eu já perdi o jeito de remar. Tô deixando a correnteza me levar pro fundo, pra queda d'água e simplesmente desisti de resistir. Chega uma hora que as coisas simplesmente param de fazer sentido, até mesmo lutar pra ficar bem. Eu só tento maquiar tudo isso porque você sabe como sou com aparências. Curvas contrárias, sorriso de um lado e por dentro o oposto.
Sabe que como a gente nunca vai existir, né? E nem deixar de existir. Não tem jeito, foi escrito, queimado a ferro e fogo na nossa essência, na nossa alma... Se me perguntam de você eu já nem respondo mais, balanço a cabeça e basta olhar em meus olhos pra ver a resposta.
Estou ouvindo aquela música que tocou no seu player por mais de 15 minutos. Ela me lembra a gente, exceto pelo fato de que eu nunca vou achar alguém como você. E não quero.
Ultimamente eu sou só um abismo. E desejo do fundo do meu oco coração que seu caminho daqui em diante seja diferente do que o destino parece ter reservado pra mim.
Ainda. Como antes, como sempre.
(Se cobre, se cuida)
Penso em como tudo ficou tão... Perdido. E você concorda comigo. Tudo sempre volta pra esse ponto, quando confidenciamos o que acontece, deixa de acontecer, como tudo ainda machuca tanto. E batemos na mesma tecla.
Eu fico feliz em saber que tudo anda bem por aí, fluindo, e tudo mais. Ao contrário do que você pensa, o barco aqui tá afundando e eu já perdi o jeito de remar. Tô deixando a correnteza me levar pro fundo, pra queda d'água e simplesmente desisti de resistir. Chega uma hora que as coisas simplesmente param de fazer sentido, até mesmo lutar pra ficar bem. Eu só tento maquiar tudo isso porque você sabe como sou com aparências. Curvas contrárias, sorriso de um lado e por dentro o oposto.
Sabe que como a gente nunca vai existir, né? E nem deixar de existir. Não tem jeito, foi escrito, queimado a ferro e fogo na nossa essência, na nossa alma... Se me perguntam de você eu já nem respondo mais, balanço a cabeça e basta olhar em meus olhos pra ver a resposta.
Estou ouvindo aquela música que tocou no seu player por mais de 15 minutos. Ela me lembra a gente, exceto pelo fato de que eu nunca vou achar alguém como você. E não quero.
Ultimamente eu sou só um abismo. E desejo do fundo do meu oco coração que seu caminho daqui em diante seja diferente do que o destino parece ter reservado pra mim.
Ainda. Como antes, como sempre.
(Se cobre, se cuida)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A tormenta, a parede, o impasse
Às vezes suspiro e penso que nasci pra ser sozinha. Não que eu acredite que desde o nascimento somos predestinados a algo, pelo contrário, sempre acreditei que nosso caminho só é escrito através dos caminhos das nossas escolhas.
O que me leva realmente a essa filosofia é pelo simples fato de que não me encaixo. Eu me sinto deslocada em todas as situações que envolvem relacionamentos, com namoros, com romances. Tenho a mania, aliás, não é mania. Sempre acontece algo pra que essa sensação de "peixe fora d'água" ocorra. É como um karma, algo sempre vem atrapalhar as coisas pra não darem certo.
Claro que eu sei que é impossível ter estabilidade em qualquer campo da vida que seja e que as coisas ruins acontecem o tempo todo. Faz parte desse cenário injusto que vivemos. Mas, é sempre assim comigo. Eu me vejo andando em círculos, rodando em um mesmo caminho e chegando no ponto de sempre: não me encaixo.
Como definir esse desencaixe? Bom, eu consigo me adaptar, faço planos (um dos meus hobbies preferidos), consigo sorrir, imaginar que as coisas darão certo. Mas, acaba tudo sendo superficial demais. Eu sinto, que lá no fundo do meu buraco negro de sentimentos, falta alguma coisa. Fica tudo pincelado, mas a alma não muda, a essência, a minha essência solitária.
Não vejo tudo isso como um problema meu, um defeito. Eu tento todos os dias me abrir mais, expandir as fronteiras... Afinal, eu quero que as coisas deem certo pra mim, é óbvio. Mas, quando o barco parece estar fluindo, os ventos soprando na direção certa, vem a tempestade. E essa tempestade não é exterior, é dentro de mim. Certas coisas me fazem uma bagunça tão grande que eu acabo desistindo de tudo. Desisto dos sonhos, dos planos, da vontade de me esforçar pra que tudo continue fluindo. Eu não sei lidar com certas situações, e estas, acabam comigo.
A questão verdadeira é o meu cansaço desses baldes de água fria que as pessoas me jogam. Eu quero, penso até que mereço, coisas mais simples, verdadeiras. Sem pendências, sem interferências, sem nada e nem ninguém que atrapalhe. Mesmo que as coisas estejam resolvidas, isso cria uma confusão imensa em mim.
E eu já estou cansada de tentar colocar tudo no lugar quando isso acontece.
O que me leva realmente a essa filosofia é pelo simples fato de que não me encaixo. Eu me sinto deslocada em todas as situações que envolvem relacionamentos, com namoros, com romances. Tenho a mania, aliás, não é mania. Sempre acontece algo pra que essa sensação de "peixe fora d'água" ocorra. É como um karma, algo sempre vem atrapalhar as coisas pra não darem certo.
Claro que eu sei que é impossível ter estabilidade em qualquer campo da vida que seja e que as coisas ruins acontecem o tempo todo. Faz parte desse cenário injusto que vivemos. Mas, é sempre assim comigo. Eu me vejo andando em círculos, rodando em um mesmo caminho e chegando no ponto de sempre: não me encaixo.
Como definir esse desencaixe? Bom, eu consigo me adaptar, faço planos (um dos meus hobbies preferidos), consigo sorrir, imaginar que as coisas darão certo. Mas, acaba tudo sendo superficial demais. Eu sinto, que lá no fundo do meu buraco negro de sentimentos, falta alguma coisa. Fica tudo pincelado, mas a alma não muda, a essência, a minha essência solitária.
Não vejo tudo isso como um problema meu, um defeito. Eu tento todos os dias me abrir mais, expandir as fronteiras... Afinal, eu quero que as coisas deem certo pra mim, é óbvio. Mas, quando o barco parece estar fluindo, os ventos soprando na direção certa, vem a tempestade. E essa tempestade não é exterior, é dentro de mim. Certas coisas me fazem uma bagunça tão grande que eu acabo desistindo de tudo. Desisto dos sonhos, dos planos, da vontade de me esforçar pra que tudo continue fluindo. Eu não sei lidar com certas situações, e estas, acabam comigo.
A questão verdadeira é o meu cansaço desses baldes de água fria que as pessoas me jogam. Eu quero, penso até que mereço, coisas mais simples, verdadeiras. Sem pendências, sem interferências, sem nada e nem ninguém que atrapalhe. Mesmo que as coisas estejam resolvidas, isso cria uma confusão imensa em mim.
E eu já estou cansada de tentar colocar tudo no lugar quando isso acontece.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Por pedido seu
Sempre disse que gostava dos seus olhos escuros, nunca me atravi a olhar tão profundamente naquele par de abismos como aquele dia, num café qualquer (que eu fiz questão de fingir que esqueci). Até então, eu não havia percebido nada de errado com você, ou com a gente. Mas essa falsa impressão acabo no momento que te vi entrar.
Eu, sorri como de costume, mas desta vez você não retribuiu com uma careta-estou-me-esforçando-pra-ser-feia-mas-sou-linda-sempre. Não consegui ver seu brilho, só uma opacidade. As mãos trêmulas demonstravam um nervosismo incomum. Em silêncio, me privei de perguntar o que estava acontecendo. Eu não queria, mas sabia do presente e do futuro. Previsão certa.
Passou um tempo desde então. Não havia te procurado por pedido seu. E evitava os lugares em que houvesse a mínima possibilidade de te encontrar. Até hoje. Você na minha locadora preferida, covardia. No momento em que encontrei seus olhos, senti tanta coisa ao mesmo tempo... Uma avalanche de pensamento. De gavetas se abrindo e jogando pra fora tudo que eu guardei com muito, muito esforço, nesse tempo que passou. Tudo que guardei em vão.
Ao te ver eu senti na pele de novo tudo que aconteceu com a gente. Tudo. Naquele momento, quis falar contigo, despejar tudo isso que me atormentou durante esses meses. Tudo que eu guardei, a pedido seu. Eu quis, acima de tudo, saber o porquê. Saber porque você saltou do nosso barco e me deixou remando sozinho bem quando o vento soprava ao nosso favor. Você me largou parado na esquina dos desencontros e eu fiquei ali, sem saber pra qual caminho seguir.
Pra acrescentar, eu ainda queria te dizer tudo que eu ainda sentia. Como eu sentia falta do seu cheiro de hortelã, do jeito de se arrepiar com meu beijo na sua nuca, acabando com seu mau-humor matinal enquanto bebi Coca-Cola no café da manhã, toda esquisitinha. Dizer que me fazia falta o jeito como você encolhia os pés e encostava na minha perna quando sentia frio e como ficava linda com o cabelo desgrenhado quando estava enlouquecendo com o mundo todo por não fazer as coisas do seu jeito.
Ali, eu queria dizer que te amava, ainda. E no momento que você sorrisse pra mim, em resposta a tudo isso que ouviria, eu te roubaria do resto do mundo deixando bem claro que não te faria a pessoa mais feliz do mundo, mas que eu seria o cara mais esforçado tentando te fazer feliz, apenas.
Em poucos segundos, eu quis te falar tanta coisa, mas... Não. Eu sorri pra você, você sorriu de volta (creio eu apenas pra mostrar que sua mãe lhe educou muito bem). Eu, segui andando, fingindo que te ver não fez a mínima diferença no meu dia, quando na verdade me virou de ponta cabeça.
E, adivinha? Você estava mais linda do que nunca.
Eu, sorri como de costume, mas desta vez você não retribuiu com uma careta-estou-me-esforçando-pra-ser-feia-mas-sou-linda-sempre. Não consegui ver seu brilho, só uma opacidade. As mãos trêmulas demonstravam um nervosismo incomum. Em silêncio, me privei de perguntar o que estava acontecendo. Eu não queria, mas sabia do presente e do futuro. Previsão certa.
Passou um tempo desde então. Não havia te procurado por pedido seu. E evitava os lugares em que houvesse a mínima possibilidade de te encontrar. Até hoje. Você na minha locadora preferida, covardia. No momento em que encontrei seus olhos, senti tanta coisa ao mesmo tempo... Uma avalanche de pensamento. De gavetas se abrindo e jogando pra fora tudo que eu guardei com muito, muito esforço, nesse tempo que passou. Tudo que guardei em vão.
Ao te ver eu senti na pele de novo tudo que aconteceu com a gente. Tudo. Naquele momento, quis falar contigo, despejar tudo isso que me atormentou durante esses meses. Tudo que eu guardei, a pedido seu. Eu quis, acima de tudo, saber o porquê. Saber porque você saltou do nosso barco e me deixou remando sozinho bem quando o vento soprava ao nosso favor. Você me largou parado na esquina dos desencontros e eu fiquei ali, sem saber pra qual caminho seguir.
Pra acrescentar, eu ainda queria te dizer tudo que eu ainda sentia. Como eu sentia falta do seu cheiro de hortelã, do jeito de se arrepiar com meu beijo na sua nuca, acabando com seu mau-humor matinal enquanto bebi Coca-Cola no café da manhã, toda esquisitinha. Dizer que me fazia falta o jeito como você encolhia os pés e encostava na minha perna quando sentia frio e como ficava linda com o cabelo desgrenhado quando estava enlouquecendo com o mundo todo por não fazer as coisas do seu jeito.
Ali, eu queria dizer que te amava, ainda. E no momento que você sorrisse pra mim, em resposta a tudo isso que ouviria, eu te roubaria do resto do mundo deixando bem claro que não te faria a pessoa mais feliz do mundo, mas que eu seria o cara mais esforçado tentando te fazer feliz, apenas.
Em poucos segundos, eu quis te falar tanta coisa, mas... Não. Eu sorri pra você, você sorriu de volta (creio eu apenas pra mostrar que sua mãe lhe educou muito bem). Eu, segui andando, fingindo que te ver não fez a mínima diferença no meu dia, quando na verdade me virou de ponta cabeça.
E, adivinha? Você estava mais linda do que nunca.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Que seja certo
Ultimamente não tenho tido uma boa definição do que sou, me tornei ou pretendo ser. Estou "deixando ser", vagando por aí. Eu, que vivia fazendo planos, parei por medo de que esses não se concretizem. Eu, que vivia sorrindo por aí aos conhecidos e desconhecidos, agora apenas sorrio em resposta. Se ano novo deve vir com comportamento novo, o meu, definitivamente, não é o mesmo.
Deixei de voar por coisas que não me davam asas.
Talvez os dias e os tropeços tenham me saturado, me desgastado. Talvez não, aposto e ganho que foi isso. Cansei de todas as pessoas que passaram por mim até hoje, usaram o que precisaram e partiram estrada a fora. Cansei de ser um ponto de parada pra forasteiros desavisados.
De ontem em diante, eu quero que as coisas sejam certas, sejam válidas, sejam permanentes. Eu não quero mais aventuras de uma noite ou de um mês. Tenho uma soma pequena na idade mas uma pilha enorme de desilusões e de castelos que se desmoronaram.
Se você quer vir, traga tudo. Mochila, escova de dentes e coração. Mas, que eu seja um lar, não apenas uma casa pra se aconchegar durante uma viagem fria.
Intensidade por intensidade. De agora pra frente.
Deixei de voar por coisas que não me davam asas.
Talvez os dias e os tropeços tenham me saturado, me desgastado. Talvez não, aposto e ganho que foi isso. Cansei de todas as pessoas que passaram por mim até hoje, usaram o que precisaram e partiram estrada a fora. Cansei de ser um ponto de parada pra forasteiros desavisados.
De ontem em diante, eu quero que as coisas sejam certas, sejam válidas, sejam permanentes. Eu não quero mais aventuras de uma noite ou de um mês. Tenho uma soma pequena na idade mas uma pilha enorme de desilusões e de castelos que se desmoronaram.
Se você quer vir, traga tudo. Mochila, escova de dentes e coração. Mas, que eu seja um lar, não apenas uma casa pra se aconchegar durante uma viagem fria.
Intensidade por intensidade. De agora pra frente.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Desde os casos mais antigos
No que diz respeito a mim, palavras completam a mais pura expressão de sentimento, importância, intimidade: "Se te escrevo é porque te gosto."
Resolvi fazer uma ciranda ao meu redor. E essa ciranda vem com alguns nomes, seus carinhos e as minhas saudades.
Tudo começou sem ao menos começar. Eu ainda me conhecia menos do que conheço hoje. Tinha uma guria que gostava de cantar, e também de me encantar. Pra falar a verdade, eu não lembro quanto tempo durou, mas sei que a culpa por não ter sido, foi minha. De lá pra cá foram alguns anos. Ela cresceu, tá ficando cada dia mais linda, eu amadureci, só. "Quero que você continue cada dia mais sol, cada dia mais riso. E que meu ciúme por você só aumente."
Teve outra, doce como nunca vi. Eu nunca entendi ao certo como começou e nem como terminou, foi tudo tão rápido, literalmente falando. O que restou daqueles dias foi uma amizade que eu carrego com o maior zelo. Ficou o cuidado, a vontade de cuidar, a preocupação. Ficou o amor, os conselhos pros meus choros desesperados e o melhor colo de todos.
Eu já pisei na bola com muita gente, com ela foi... Talvez a maior burrada que eu já tenha feito. Pisar na confiança de alguém é um erro pra nunca se cometer. Eu aprendi isso, infelizmente, depois de magoá-la. Agradeço aos céus por existir o perdão e por ela ser assim tão linda como é e me deixar ficar junto mesmo depois das coisas que fiz. Essa garota tem um dos lugares mais bonitos comigo. E vai ter por todo tempo que desejar, mesmo em cruzamentos diferentes.
Tem uma que eu não tenho o que falar por não saber o que falar a respeito. Costumo pensar que ela é a metade que me falta, que tem a forma completa dos buraquinhos no meu coração. A história é longa, quase 4 anos. Muito bem vividos e sorridos. Foi com ela que eu aprendi a acreditar um pouquinho em destino, quando duas pessoas se perdem de uma forma tão triste mas que se reencontram e parece que tudo aconteceu ontem. As coisas continuam cada dia mais vivas, mesmo que os papéis tenham sido trocados. "Pra você, eu sussurro: nunca quero te perder. Nunca, nunquinha."
Quando eu penso em intensidade, restam duas.
Se na intensidade for considerar tempo, ah... A guria. Com direito a artigo próprio. Aqueles olhos puxados me assombram e me dão saudade. Eu não sei se foi o tempo que agiu contra a gente ou se foram os próprios sentimentos. Dizem por aí que tudo tem um limite, certo? Talvez o meu e o dela já tenham ultrapassado. Mas eu, aqui, afirmo pra mim, e pra quem mais acreditar: "Com você eu vivi a mais conturbada e deliciosa história de todas." - Nem sempre a vida nos reserva a oportunidade de realizar os sonhos e os planos, infelizmente. Mas, eu sei, que se tivessemos a oportunidade de realizar tudo, o mundo então seria pequeno.
Pra fechar o círculo vem ela, aquela. A menina do sorriso mais bonito. Que pegou as coisas, virou as costas, não olhou pra trás. Mas deixou lembranças e o perfume por todos os cantos de mim que passou. E ainda deixa. Quem sabe até quando? Quem sabe, até quando...
Uma vez ouvi dizer que ter boa memória é uma coisa boa. Ou então pode ser um inferno de lembranças. Eu guardo mágoas, guardo boas coisas, guardo saudades, muitas. Eu guardo-as aqui, com carinho e com afeto.
Obs.: Eu prefiro o mistério.
Resolvi fazer uma ciranda ao meu redor. E essa ciranda vem com alguns nomes, seus carinhos e as minhas saudades.
Tudo começou sem ao menos começar. Eu ainda me conhecia menos do que conheço hoje. Tinha uma guria que gostava de cantar, e também de me encantar. Pra falar a verdade, eu não lembro quanto tempo durou, mas sei que a culpa por não ter sido, foi minha. De lá pra cá foram alguns anos. Ela cresceu, tá ficando cada dia mais linda, eu amadureci, só. "Quero que você continue cada dia mais sol, cada dia mais riso. E que meu ciúme por você só aumente."
Teve outra, doce como nunca vi. Eu nunca entendi ao certo como começou e nem como terminou, foi tudo tão rápido, literalmente falando. O que restou daqueles dias foi uma amizade que eu carrego com o maior zelo. Ficou o cuidado, a vontade de cuidar, a preocupação. Ficou o amor, os conselhos pros meus choros desesperados e o melhor colo de todos.
Eu já pisei na bola com muita gente, com ela foi... Talvez a maior burrada que eu já tenha feito. Pisar na confiança de alguém é um erro pra nunca se cometer. Eu aprendi isso, infelizmente, depois de magoá-la. Agradeço aos céus por existir o perdão e por ela ser assim tão linda como é e me deixar ficar junto mesmo depois das coisas que fiz. Essa garota tem um dos lugares mais bonitos comigo. E vai ter por todo tempo que desejar, mesmo em cruzamentos diferentes.
Tem uma que eu não tenho o que falar por não saber o que falar a respeito. Costumo pensar que ela é a metade que me falta, que tem a forma completa dos buraquinhos no meu coração. A história é longa, quase 4 anos. Muito bem vividos e sorridos. Foi com ela que eu aprendi a acreditar um pouquinho em destino, quando duas pessoas se perdem de uma forma tão triste mas que se reencontram e parece que tudo aconteceu ontem. As coisas continuam cada dia mais vivas, mesmo que os papéis tenham sido trocados. "Pra você, eu sussurro: nunca quero te perder. Nunca, nunquinha."
Quando eu penso em intensidade, restam duas.
Se na intensidade for considerar tempo, ah... A guria. Com direito a artigo próprio. Aqueles olhos puxados me assombram e me dão saudade. Eu não sei se foi o tempo que agiu contra a gente ou se foram os próprios sentimentos. Dizem por aí que tudo tem um limite, certo? Talvez o meu e o dela já tenham ultrapassado. Mas eu, aqui, afirmo pra mim, e pra quem mais acreditar: "Com você eu vivi a mais conturbada e deliciosa história de todas." - Nem sempre a vida nos reserva a oportunidade de realizar os sonhos e os planos, infelizmente. Mas, eu sei, que se tivessemos a oportunidade de realizar tudo, o mundo então seria pequeno.
Pra fechar o círculo vem ela, aquela. A menina do sorriso mais bonito. Que pegou as coisas, virou as costas, não olhou pra trás. Mas deixou lembranças e o perfume por todos os cantos de mim que passou. E ainda deixa. Quem sabe até quando? Quem sabe, até quando...
Uma vez ouvi dizer que ter boa memória é uma coisa boa. Ou então pode ser um inferno de lembranças. Eu guardo mágoas, guardo boas coisas, guardo saudades, muitas. Eu guardo-as aqui, com carinho e com afeto.
Obs.: Eu prefiro o mistério.
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