Olá, estranha.
Penso em como tudo ficou tão... Perdido. E você concorda comigo. Tudo sempre volta pra esse ponto, quando confidenciamos o que acontece, deixa de acontecer, como tudo ainda machuca tanto. E batemos na mesma tecla.
Eu fico feliz em saber que tudo anda bem por aí, fluindo, e tudo mais. Ao contrário do que você pensa, o barco aqui tá afundando e eu já perdi o jeito de remar. Tô deixando a correnteza me levar pro fundo, pra queda d'água e simplesmente desisti de resistir. Chega uma hora que as coisas simplesmente param de fazer sentido, até mesmo lutar pra ficar bem. Eu só tento maquiar tudo isso porque você sabe como sou com aparências. Curvas contrárias, sorriso de um lado e por dentro o oposto.
Sabe que como a gente nunca vai existir, né? E nem deixar de existir. Não tem jeito, foi escrito, queimado a ferro e fogo na nossa essência, na nossa alma... Se me perguntam de você eu já nem respondo mais, balanço a cabeça e basta olhar em meus olhos pra ver a resposta.
Estou ouvindo aquela música que tocou no seu player por mais de 15 minutos. Ela me lembra a gente, exceto pelo fato de que eu nunca vou achar alguém como você. E não quero.
Ultimamente eu sou só um abismo. E desejo do fundo do meu oco coração que seu caminho daqui em diante seja diferente do que o destino parece ter reservado pra mim.
Ainda. Como antes, como sempre.
(Se cobre, se cuida)